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terça-feira, 29 de abril de 2014

São José Operário - Padroeiro dos Trabalhadores

Dia Primeiro de Maio é o Dia do Trabalhador e festa de São José Operário. São José, pai adotivo de Jesus, esposo de Maria, era carpinteiro.

Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos.
São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

Proclamando São José Protetor dos Trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família.

 José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.


Oração a São José Operário


"Senhor, concedei-nos a exemplo de São José, a quem confiastes os primeiros mistérios da Salvação, a graça de seguir colaborando fielmente, na obra de salvação confiada a vossa Igreja. Dai-nos um coração puro, generoso e humilde, e a exemplo de São José, para sermos bons seguidores de Cristo, bastam as virtudes comuns, humanas, simples, porém, autênticas e verdadeiras. Amém."



  


Fonte: Paulinas, a comunicação a serviço da Vida..

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tríduo Pascal

Vamos entender melhor estes três momentos fortes como uma única e grande celebração da vida é poder entrar definitivamente na comunhão com o Cristo, única e verdadeira Páscoa. 
Trata-se, portanto, de uma celebração com três momentos distintos, mas integrados. Três faces de um mesmo mistério: a Páscoa.

QUINTA-FEIRA SANTA
Dia do mandamento novo; do ministério da doação; do Lava-pés 
Ele, o Mestre, deu testemunho do que dizia, manda amar a todos, ensina que é no lavar os pés: sujos, descalços, pobres, que se identificam os seus seguidores. Que amar aqueles que lhe amam é fácil, mas amar os inimigos, aqueles que comem na mesma mesa sem ser dignos dela, é ser diferente.
Na missa desta tarde-noite, antecipa-se a entrega total na doação eucarística (Última Ceia). Celebramos o amor que se doa, na cruz e na glória. Mergulhamos, portanto, na sublimidade pascal. Tudo nesta Ceia-doação nos leva à descoberta do amor. É nesta missa que se inicia o Tríduo Pascal.

SEXTA-FEIRA SANTA
Amor levado ao extremo;  entrega; sofrimento; morte 
Nossas igrejas se enchem, choramos aquele que morre na cruz, caminhamos lado a lado com o Senhor Morto. É a sexta feira da Paixão. Aquele que ontem havia celebrado a Ceia com os seus, mas que havia sido na mesma noite entregue aos “homens deste mundo”, agora jaz no madeiro.
Contudo, e aqui está a beleza da liturgia integrada como única celebração de vida, adoramos o madeiro e o beijamos porque ele, o madeiro da dor, é sinal de glória. Nele adoramos aquele que viverá, que ressurgirá da morte e nos libertará a todos. Identificamo-nos tanto com Ele neste dia que até entendemos que nossas cruzes diárias são parte de nossa humanidade, e que aceitá-las e tentar entendê-las talvez seja um primeiro passo para a vida nova, que todos buscamos. A cruz lembra dor, mas reforça a certeza da vitória

SÁBADO SANTO
Saudade; esperança;  vigília; luz; Vitória; Vida Nova 
Começamos o Sábado lembrando aquele que jaz no sepulcro. A manhã deste dia ainda é de recolhimento. Mas, fica sempre aquela cepa de certeza, aquele gostinho de esperança que brota do mais profundo da alma.
A tarde chega, a noite cai. É hora da Vigília das Vigílias, como dizia Santo Agostinho, da luz das luzes, do poder da vida sobre a morte. Afinal, ressuscitado e vivo é o nosso Deus. É por isso que esta noite é tão cheia de significados e de símbolos: Liturgia do fogo e da luz; Liturgia da Palavra; Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. Somos, com Cristo, ressuscitados para uma vida nova;  somos banhados na pia batismal como homens novos, porque “ele vive e podemos crer no amanhã”; somos povo que caminha rumo, não mais a terra prometida, mas rumo ao Reino dos céus; enfim, comungamos aquele que é o Senhor ressuscitado, nossa Páscoa.
Tudo deveria refletir em nós a alegria que estamos sentindo. A Igreja, toda, iluminada pela luz do Filho do Deus Vivo, mergulhada no abismo de tão profundo mistério e envolvida com a missão de seu Divino Mestre, deveria cantar a uma só voz o “Aleluia”, guardado para este momento tão sublime. E lembrar que a partir deste momento, somos com Ele, ressuscitados para um mundo novo, alicerçado na paz, na justiça, no amor, na concórdia e na fraternidade, onde a Eucaristia brilha mais intensamente como lugar de partilha, de comunhão verdadeira e de ação. Não podemos esquecer que somos sinais, do Cristo ressuscitado.

O tríduo termina com a oração das vésperas (tarde) do Domingo de Páscoa, que é o domingo dos domingos, como afirma Santo Atanásio, mas não  a culminação de um tríduo preparatório, e sim a reafirmação da Vitória, já celebrada na grande Vigília do dia anterior.
O maior tesouro da liturgia está nestes três dias, nos quais recordamos a Paixão, a Morte e a 
Ressurreição de Nosso Senhor. O tríduo pascal é a celebração mais importante na vida da Igreja, na há celebração, em ordem de grandeza que se possa colocar em seu nível. Assim, estes três dias são o centro não só do ciclo da Páscoa como tal, mas também de toda a liturgia e de toda a Igreja.
Que possamos celebrar bem estes dias e que a certeza do Senhor que Vive e Reina, seja a maior das certezas de nossa vida cristã. O mistério pascal que celebramos nos dias do sagrado tríduo é a pauta e o programa que devemos seguir em nossas vidas.

Quinta-feira Santa

É a quinta-feira imediatamente anterior à Sexta feira da Paixão de Cristo.
È o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Iscariote sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata. (Jo 13,1-15) 
 Foi aqui , que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício como sua eterna memória, e em seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou consigo três discípulos, e começou a sua agonia nos jardins, onde foi preso pelos judeus.
 Na Quinta-feira Santa acontece a"Missa da Ceia do Senhor" (nesta celebração encontramos o tradicional rito do “lava-pés” onde lavar os pés do sacerdote para alguns membros da comunidade, em gesto simbólico), lembra a última ceia de Jesus, em que Jesus instituiu o sacerdócio, e o serviço com ele ligados: (1º Coríntios 11,23-26) ”

"Irmãos: O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”.. Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha”.

É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer de sexta-feira, açoitado e condenado. A Igreja inicia em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A Igreja reveste-se de tristeza desnudando os altares, onde são retirados todos os enfeites, toalhas, flores, e velas (tudo para simbolizar que Jesus está preso e consciente do que vai acontecer Ele, em seguida).


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Quarta-feira Santa

É o quarto dia da Semana Santa.
Em algumas Igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos, com Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o ofício das trevas, lembrando que o mundo já estava em trevas quando da proximidade da morte de Jesus Cristo.


No evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair o Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição. 
(MT 26,14-25).

Boa noite amados! 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Terça-feira Santa

Terça-feira Santa é o dia em que com grande tristeza, Jesus anuncia a sua morte, causando grande sofrimento aos seus discípulos.
 Anuncia também a traição, e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu mestre. (Jo 13,21-33_36-38)

Com isto Jesus, manifesta em pleno o Seu amor por todos nós, e consciente aceita o destino que O aguarda, como forma de mostrar ao mundo a glória de Deus, e assim, para que a Sua salvação chegue até aos últimos confins da terra.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Segunda-Feira Santa


  Os primeiros dias da Semana Santa são marcados pela preparação, mais imediata da Páscoa. 
A Sagrada Liturgia usa o “método vivo” que envolve a quase reconstituição dos acontecimentos, que o Senhor vivenciou nos seus últimos dias de vida terrena. Neste dia, se reflete, em um momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que  lhe  era muito estimada. A casa de seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria Madalena. (Jo 12, 1-11).
Faltavam seis dias para a Páscoa. E, enquanto estavam a jantar, Maria tomou um vaso de nardo (um perfume autêntico e muito caro), e ungiu Jesus nos pés, e depois enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se da fragrância do perfume. 
Tal gesto foi de imediato criticado por Judas Iscariotes, que hipocritamente logo alegou que o dinheiro que valia o perfume (valor calculado em trezentos denários, o equivalente a um ano de salário de um trabalhador), poderia ter sido dado aos pobres. 
Jesus ignorou a crítica e, saindo em defesa de Maria, justificou o “esbanjamento da unção”, estas palavras: “Antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Asseguro-vos que em qualquer parte do mundo onde se proclame o evangelho, se recordará o que ela fez”. Jesus relacionou o pormenor afectuoso, com o seu significado mais profundo: anúncio da Sua própria morte, sepultura e ressurreição.
 O aroma que encheu a casa previa, a fragrância do amanhecer da ressurreição no domingo da Páscoa.


Semana Santa - Domingo de Ramos

Nos próximos posts vamos meditar sobre a tão abençoada Semana Santa!
Quero compartilhar com vocês textos explicando sobre os sete dias que antecedem a Páscoa de Jesus Cristo!

Vamos la?

Domingo de Ramos:
 É uma festa móvel  cristã celebrada no domingo antes da Páscoa . 
Comemora entrada triunfal de Jesus em Jerusalem . Este evento, está presente nos Evangelhos que contam a jornada de Jesus à cidade santa, para celebrar a sua última Páscoa, com os discípulos. 
À chegada, Jesus foi recebido com grande fervor e entusiasmo, nesta sua “entrada gloriosa”
 (Mt 21,1-11).

 Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos de oliveira, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.